quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tempo para Amar


Tempo para Amar
ceci agapinheiro

Preciso dos segundos
e dos átomos
Preciso da luz
e dos escuros
Preciso do deserto
das agruras
e da solidão impactante
Preciso dos espinhos
Preciso da inquietação
Preciso duvidar
liberar minha loucura
vestir a carapuça
perder o prumo
Ser diferente
apenas amar

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Cavalinho Branco


tranquilidade
Upload feito originalmente por ceciverdadeira

À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.

O cavalo sacode a crina
loura e comprida

e nas verdes ervas atira
sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos

a alegria de sentir livres
seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!

Fonte: Cecília Meireles
ID: 828

domingo, 22 de agosto de 2010

Vestígios da Noite

Para refletir

Pergunta:
É possível conciliar as duas dimensões de felicidade: a individual - o que seria particularmente importante - e a coletiva?

Resposta do Leonardo Boff:
Creio que a felicidade resulta de relações que faço boas para comigo mesmo e boas para com os outros, a natureza , o todo. E para com Deus, a realidade mais suprema. Então, a felicidade não pode ser alcançada diretamente, é fruto de coisas que acontecem antes. E o ser humano é um nó de relações. Como diz Carlos Drumond: "Estou diluído dentro da natureza, floresço com os ipês". Essa percepção dá um sentido mais profundo à felicidade. É impossível alguém ser feliz sabendo que seus irmãos estão morrendo de fome e sede, outros estão sendo vítimas dos vendavais que destroem. Mesmo assim, pode criar um núcleo profundo de serenidade e de paz quando integra o negativo pessoal e o negativo das coisas e faz uma síntese cujo efeito é uma felicidade possível aos humanos, em um mundo que, em grande parte, é inumano.
(parte de entrevista concedida à Ana Mary C. Cavalcante, jornal O Povo - Ceará, publicada em 02/08/2010

Procuro despir-me...



"Procuro despir-me do que aprendi
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras
Desembrulhar-me e ser eu..."

Alberto Caieiro

terça-feira, 17 de agosto de 2010