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sábado, 14 de janeiro de 2012

"No futuro você deve chegar cedo."

 


De leituras e de tirocínios
[ceci agapinheiro]
Coincidentemente, nos dias que antecederam a passagem de um ano(2011) para outro(2012), data emblemática por si só, terminei de ler Conversas que tive comigo, do admirável Nelson Mandela.
Desta leitura saí mais sábia e com muitas idéias para um exercício de renovação no novo ano, mania que tenho colocado em prática, como forma de ficar bem comigo mesma, sem me deixar esvaziar das coisas importantes para mim.
Começando pelo fim, um lembrete: eu não sou santa. Como tal, posso errar sem precisar me desesperar ou me culpar. Que alívio!
Sendo assim meu ano já começou mais leve.
Porque sou livre, nunca me detive para pensar o quão precioso isto é. Principalmente como é valioso o dom de pensar por si só. Posso até não externar o que me passa pela cabeça, mas está tudo lá, sem amarras, sem influências, tudinho eu.
E vamos para o futuro, vivendo bem e intensamente o presente. 

domingo, 22 de agosto de 2010

Para refletir

Pergunta:
É possível conciliar as duas dimensões de felicidade: a individual - o que seria particularmente importante - e a coletiva?

Resposta do Leonardo Boff:
Creio que a felicidade resulta de relações que faço boas para comigo mesmo e boas para com os outros, a natureza , o todo. E para com Deus, a realidade mais suprema. Então, a felicidade não pode ser alcançada diretamente, é fruto de coisas que acontecem antes. E o ser humano é um nó de relações. Como diz Carlos Drumond: "Estou diluído dentro da natureza, floresço com os ipês". Essa percepção dá um sentido mais profundo à felicidade. É impossível alguém ser feliz sabendo que seus irmãos estão morrendo de fome e sede, outros estão sendo vítimas dos vendavais que destroem. Mesmo assim, pode criar um núcleo profundo de serenidade e de paz quando integra o negativo pessoal e o negativo das coisas e faz uma síntese cujo efeito é uma felicidade possível aos humanos, em um mundo que, em grande parte, é inumano.
(parte de entrevista concedida à Ana Mary C. Cavalcante, jornal O Povo - Ceará, publicada em 02/08/2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais!

Todos os dias são dia de lembrar,
porque o passado não pode ser apagado.
Todos os dias são dia de recomeçar,
porque o passado é somente passado.
ceci agapinheiro

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Debate ou Demagogia?

Leio no noticiário de hoje que a audiência ao debates dos candidatos a Presidente nas próximas eleições brasileiras foi pífia.
Também pudera! Não precisamos ficar ouvindo demagogia para escolher em quem votar. Eu, pelo menos, dispensei. E nenhum debate vai mudar meu voto, que já está definido.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quarta temática: Sexo



Ligo o micro. Na minha página inicial, Yahoo, a chamada: A quarta temática de hoje é sexo. Clico lá e vejo: Críticas à Playboy da Tessália, e leio os comentários mais exdrúxulos. Todos somente querem falar mal da vida alheia. E se se pode juntar sexo e fofoca, a coisa fica melhor ainda. Desde tempos remotos, essas duas coisas, fofoca e sexo, movimentam a vida social. Impressionante como as pessoas se julgam acima do bem e do mal para comentar sobre a vida de outrem. Quem vê, ouve e lê, tem a nítida impressão de que todos os "comentaristas" são santos. Aliás, o que é ser santo? É não fazer boquete? Não fazer sexo anal? Não praticar as posições do Kama Sutra? Em suma, não ter vontade própria?
E o que é melhor, o que dá mais tesão? Falar da vida alheia? Bisbilhotar a vida sexual do Outro? Ou fazer sexo e viver a vida do jeito que se gosta? Pimenta no __ dos outros...
Me poupem. Vão procurar o que fazer.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Simples assim...

Ser simples é uma postura de vida. É uma decisão que tomamos de descomplicar. Não significa contentar-se com o mínimo, pois, isso é ser simplório. Li um artigo do Eugênio Mussak sobre o assunto, que lista com muita propriedade, as principais carcaterísticas das pessoas simples:

  • "são desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.
  • são assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não enrolam, nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.
  • enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo, em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.
  • tem bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.
  • são honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo."

Muitas das vezes que amei fui traída. Não falo da traição física, mas da traição do coração, que leva ao fingimento, à falta de lealdade, à falta de benevolência.

Poderia ter colocado a culpa nos traidores, eximindo-me de culpa. Poderia ter colocado toda a culpa em mim, auto afirmando que não soube amar.

Mas nada disso seria real, pois tudo começou na infância, quando minha percepção de mundo era o meu núcleo familiar, quando meus amores eram meu pai e minha mãe. E continuou vida afora, com a cicratiz bem visível, que ao longo do tempo foi esmaecendo e hoje está quase invisível.

Em cada fase tive uma nova compreensão e o coração foi abrandando pelo amor que nunca deixei de sentir. Hoje posso dizer que algumas vezes não fui traída, mas senti-me traída. Outras vezes fui traída, sim, mas ninguém tem culpa. A vida entrelaçou muitos sentimentos e deu no que deu na minha vida.

Hoje posso dizer que sou feliz, simplesmente feliz, ainda a procura de mais...

A Procura
cora coralina

Andei pelos caminhos da Vida.
Caminhei pelas ruas do Destino --
procurando meu signo.
Bati na porta da Fortuna,
mandou dizer que não estava.
Bati na porta da Fama,
falou que não podia atender.
Procurei a casa da Felicidade,
a vizinha da frente me informou
que ela tinha se mudado
sem deixar novo endereço.
Procurei a morada da Fortaleza.
Ela me fez entrar: deu-me veste nova,
perfumou-me os cabelos,
fez-me beber de seu vinho.
Acertei o meu caminho.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Por quê?


Procrastinar é a minha cara. Mas a procrastinação de minha parte é seletiva. Somente uso desse recurso quando alguma coisa me desagrada, me incomoda ou me deixa desconfortável. É assim quando alguém me fere de algum modo. Meu primeiro impulso é reagir. No segundo, peço calma a mim mesma e adio a decisão de esclarecer as coisas para um momento mais apropriado. No terceiro, momento, que já não é impulso, normalmente passado um bom tempo, desisto de tomar qualquer atitude. As coisas ficam como estavam e eu perco a chance de mudar para melhor a minha imagem. Tudo porque não suporto discutir e, hoje em dia, qualquer pensamento divergente é considerado um contrasenso ou uma traição.

É realmente difícil, muito difícil, encarar as próprias fraquezas e admitir perante outrem que não somos o centro do mundo, sequer infalíveis.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pra vocês, minha paz.

Há pessoas que vivem cheias de frustrações e descarregam sobre os outros. E o que é pior, muitas vezes posam de boazinhas e tem uma imagem social irretocável, o que estimula mais e mais o tal comportamento maléfico. Porém, passam o tempo a envenenar a vida alheia com o negativismo, a inveja e o egoísmo desmedido, o ódio e a prepotência. Julgam-se perfeitas, nunca erram, preocupam-se com a vida alheia e esquecem da própria.
Deveriam, sim, exercitar a curiosidade natural do ser humano, buscando aprender mais, estudando e pesquisando, buscando mais sabedoria, o que levaria ao amadurecimento e, em consequência a um estado de felicidade e vivência do tempo com dignidade e gratidão, pelo que nos é oferecido no nosso curto tempo de vida.
Já que somos viajantes nesse mundo, nada nos pertence, que possamos enriquecer cada dia vivido com novas descobertas e aprendizado.
Portanto, pessoas assim: Esqueçam que eu existo, porque estarão perdendo tempo e se enraivecendo cada vez mais com as minhas atitudes ou falta de atitudes e se envenenando mais e mais com o próprio veneno.
Pra vocês, a minha alegria e a minha paz.