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sábado, 14 de janeiro de 2012

"No futuro você deve chegar cedo."

 


De leituras e de tirocínios
[ceci agapinheiro]
Coincidentemente, nos dias que antecederam a passagem de um ano(2011) para outro(2012), data emblemática por si só, terminei de ler Conversas que tive comigo, do admirável Nelson Mandela.
Desta leitura saí mais sábia e com muitas idéias para um exercício de renovação no novo ano, mania que tenho colocado em prática, como forma de ficar bem comigo mesma, sem me deixar esvaziar das coisas importantes para mim.
Começando pelo fim, um lembrete: eu não sou santa. Como tal, posso errar sem precisar me desesperar ou me culpar. Que alívio!
Sendo assim meu ano já começou mais leve.
Porque sou livre, nunca me detive para pensar o quão precioso isto é. Principalmente como é valioso o dom de pensar por si só. Posso até não externar o que me passa pela cabeça, mas está tudo lá, sem amarras, sem influências, tudinho eu.
E vamos para o futuro, vivendo bem e intensamente o presente. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

minhas leituras


O Discurso Secreto

Livro de Tom Rob Smith, escritor inglês. Romance ambientado na União Soviética em 1956, trazendo a memória de pós-guerra (1949). Stálin está morto, ainda idolatrado por uns,  a despeito do legado de um regime violento. Seu sucessor, Nikita Kruschov, pronuncia um discurso no vigésimo Congresso do Partido Comunista Soviético, expondo as vísceras grotescas dos abusos promovidos pelo regime. Tal discurso vai se propagando por toda a Nação e trazendo à tona, as lembranças, o ódio, as feridas e as traições e heroísmo da resistência, provocando mudanças na vida de todos os que tecem as veias dessa nova sociedade frente à fragmentação do regime. A vida continua para “um homem que não poderia julgar sem também julgar a si próprio” um ex-integrante daquela vergonha. Que precisa lutar contra tudo e todos, contra a própria vergonha, para proteger a sua família, até de si próprio.

Parece roteiro de filme, com muita ação e algum romance. Vale pela descrição dos lugares, pelo desvendar do mistério, pelo inusitado, para nós, ocidentais, que as histórias do regime soviético ainda provocam. E nada mais.